Concluída a análise sobre a indústria de cartões de pagamentos no Brasil
As equipes técnicas do Banco Central do Brasil (BC), da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE) e da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) encaminharão aos três Ministros um conjunto de medidas a ser adotado no sentido de atender às recomendações do estudo que analisou a indústria de cartões de pagamento no Brasil.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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Regras claras para a indústria de cartões
ResponderExcluirO Movimento Lojista não se opõe à indústria de cartões de crédito e apóia o governo em todas as medidas que venham a estimular a competição saudável neste segmento. Mas exige definição de regras claras sobre taxas, até agora extremamente extorsivas e que afetam principalmente consumidores e lojistas.
Reunião de todas as bandeiras em uma só máquina e fixação de prazo para os contratos já são um começo para pôr fim aos abusos.
Esta é uma luta que se arrasta há anos e impede a livre concorrência no país. As taxas cobradas pela indústria de cartões de crédito chegam quase a 400% ao ano, segundo pesquisas, e caso o setor seja devidamente normatizado e regulamentado, é possível que caiam até 50%.
Costumo dizer que não existe lanche grátis. Tudo que é cobrado é repassado e quem perde é sempre o consumidor. Todo esse dinheiro que alimenta os cartões é desviado do consumo e deixa de fortalecer o desenvolvimento sustentado, principalmente neste perigoso período, em que o mundo ainda não se recuperou totalmente da crise econômica global.
O comércio estimula, também, o fim da exclusividade, e a alternativa de fixar um prazo de 12 meses para que vigorem os contratos entre administradoras e lojistas também é muito bem-vinda. O comerciante não será mais obrigado a se submeter às regras impostas pelo duopólio dominado por Redecard e Visanet.
Outra alteração importante é a diferenciação do preço nas vendas com dinheiro ou cheque e naquelas por meio de cartão de crédito.
Digo sempre que quem paga em dinheiro acaba financiando os que se utilizam de cartão de crédito. Porque o custo da transação, de cerca de 5%, já está no preço. E o melhor concorrente, de fato, para o plástico será o dinheiro. Estamos, desde o ano passado, junto com a Frente Parlamentar Mista do Comércio Varejista, fazendo um trabalho árduo de conscientização junto ao Congresso Nacional e à opinião pública.
Me parece que, comprendendo os custos da operacionalização dos meios de pagamentos no Brasil, é possível avaliar se existe ou não exagero na cobrança de tarifas pela utilização do produto cartão de débito/crédito.
ResponderExcluirIsto porque, exatamente esta é a maior argumentação dos estabelecimentos para desejarem aplicar tratamento diferenciado nos preços para as operações em espécie e àquelas efetuadas com cartões de bancários.
Um segmento importante que merece atenção é a relação entre as Processadoras e os Estabelecimentos, em especial no que se refere a fixação de tarifa.
A personalização no tratamento negocial "ponto a ponto", apesar de compreendermos o grande universo de estabelecimentos afiliados as bandeiras, talvez seja o caminho para minimizarmos pensamentos que defendem o tratamento diferenciado de preço, que ao final poderá representar decréscimo de vendas e afastamento da clientela, mais perniciosos que a uma tarifa melhor negociada entre os estabelecimentos e Processadoras.
Certo é que, a defesa de preços diferenciados se tornou assunto recorrente, sem exaurimento das questões básicas que envolvem as relações negócios do setor.
A discussão e o debate são sempre benvindos mas não podemos nos iludir de que, se custos existem precisam ser administrados, e não parece ser adequada a aplicação de preços diferenciados, porque mais danosa à clientela e por consequência ao mercado.